O primeiro dia
Tudo começou em um fim de tarde frio de outono que mais parecia com um inverno prematuro, as mãos congelando mesmo estando com duas camadas de agasalhos. Sou considerada uma pessoa "friorenta", mesmo no verão não consigo dormir sem uma coberta ou algo para me proteger, mas de qualquer forma sei que o frio que está não é muito normal, ainda mais estando em uma sala fechada e perto de um ar-condicionado ligado onde o ar que sai parece congelar cada átomo pelo caminho, não demorou muito para começar a chover. Mais uma noite de batalha me esperava, aturar as aulas de Macroeconomia não é nem um pouco fácil, ainda mais em uma segunda-feira em que eu estou sonolenta por dormir depois das 4 horas da manhã no final de semana. O que alivia um pouco a pressão é saber que as duas últimas aulas são de Computação Gráfica, a minha matéria favorita do semestre por ser uma das únicas que são prática e saem um pouco do turbilhão de teorias e "conceitos".Estar em uma faculdade não é tão difícil quanto eu imaginava na época de escola, em que era a coisa mais difícil do mundo e que eu nem daria conta e não conseguiria acompanhar, mas acho que a escola vai nos preparando desde o pré gradativamente ao decorrer dos anos. A diferença entre a escola e a faculdade é a pressão e a responsabilidade que é exigida do aluno. Nossos trabalhos não podem ser copiados da internet e a matéria não é escrita na lousa pelo professor, devemos escrever todo o nosso trabalho e fazer anotações sobre os conhecimentos e informações que o professor passa. No começo para mim foi difícil, nunca tive habilidade de escrever rápido e quando tentava minha letra saía totalmente deformada e muitas vezes ilegível e para mim, que gosto de ter um caderno caprichado, foi bem difícil me adaptar.
A faculdade é como uma vida nova, uma transição da sua vida de adolescente para a vida adulta, suas amizades passam a ser outras, com idades e ideias diversificadas. Por um momento senti falta dos meus amigos da escola, e das brincadeiras durante a aula.